Transforme a meditação em um hábito de vida

Estabelecer calmaria dentro dia a dia pode ser um desafio para grande parcela da população. A rotina desgastante, regada a estresse e pressões, é o fator que mais contribui para esse problema. Mas os riscos para a saúde física e mental podem ser ainda piores, de acordo com um estudo da Universidade de Washington, que apontou que é esta rotina desgastante que pode levar a quadros depressivos.  

A pesquisa ainda indica que em pessoas que vivem em grandes centros urbanos esse quadro é ainda mais comum. Em contrapartida, médicos têm intensificado os estudos sobre os efeitos da meditação no cérebro humano, buscando encontrar os maiores benefícios a longo prazo para o desenvolvimento físico, mental, emocional e espiritual.  

Com a ampla divulgação dos estudos, cresce a aceitação e procura do público. Mas ao começar a praticar, a primeira pergunta que acomete a pessoa é qual garantia a meditação pode me oferecer a longo prazo? Em uma visão macro, é possível descrever que todas as meditações, em última instância, possuem o mesmo objetivo que é entrar em estado de observação, de um modo presente. Portanto, aquelas informações de que a meditação tem o intuito de esvaziar a mente, fazer com que o praticante não pense e entre em estado de estrito relaxamento, não são os reais objetivos dela. Embora, esses sejam ganhos secundários. 

Ao contrário do que se fala, ela busca desenvolver, genericamente, a atenção, a observação, o trabalho de desidentificação daquilo que observa e a percepção do conteúdo mental. Por exemplo, quando não colocamos a devida atenção a uma determinada situação. Neste caso, é o que a prática da meditação trabalhará, envolvendo a atenção ao pensamento, reprogramando alguns tipos de pensamentos e retirando aquela fixação mental em determinado conteúdo. 

E para que isso aconteça, o praticante terá que entender os caminhos meditativos ou filosofias meditativas, que se encaixam em assimilar o que é ser mais assertivo para o desenvolvimento humano da coletividade que eles trabalham. É o caso do Budismo, que envolve várias escolas de meditação porque, socialmente, é considerado um dos “pais da meditação”. Deste modo, existe escola que propõe uma meditação mais ativa, já outras preferem as passivas tomadas de mobilização física, por exemplo. Cada caminho organiza-se conforme uma didática mais fácil e que leva melhores resultados àquele grupo que ela trabalha. 

Dentro deste universo curioso da meditação, existem cinco principais tipos que promovem grandes benefícios aos praticantes. E são elas: a Meditação dos Arcanjos, a do Pai Nosso, da Pérola Azul, dos Corações Gêmeos e a Yoga Arhática – que trabalha com meditações avançadas. 

Meditação dos Arcanjos

A Meditação dos Arcanjos tem por tecnologia trabalhar especificamente a consciência, o estado de atenção e a presença em relação as forças de quatro grandes arcanjos. Ela é iniciada com uma observação, que é uma acolhida do arcanjo Uriel, que na Pranaterapia é associada a grande energia de inteligência de luz divina. Na sequência, é realizada uma ancoragem com o arcanjo Rafael, que na Pranaterapia é como uma grande referência de saúde, de cura física, mental e espiritual. Em sincronia, o alinhamento é feito pela energia de São Miguel Arcanjo, considerado um grande arquétipo, com força de proteção. E, por fim, é feita a ancoragem com o arcanjo Gabriel, que é visto como uma referência da presença do Espírito Santo. 

A duração desta meditação gira em torno de 25 minutos e propõe um alinhamento com essas quatro grandes forças. Com uma grande aceitação pública, a Meditação dos Arcanjos é indicada pelos benefícios ao público leigo, porque é uma meditação suave, agradável e que abraça muitas intenções. Pode ser praticada por quem deseja ajudar o próximo, quem necessita de lucidez e clareza mental, quem deseja proteção do Espírito Santo ou quer trazer a presença de Deus para a vida. 

Meditação do Pai Nosso

A Meditação do Pai Nosso é considerada avançada no quesito segurança. É universal por fazer referência a cada trecho da oração do Pai Nosso e toca cada centro de energia do nosso corpo. É chamada de avançada por mobilizar os centros energéticos, em relação ao que circula de energia no corpo, mas de uma maneira segura. 

Por utilizar uma oração proposta por Cristo, é considerada uma das formas de meditação mais poderosas. Apesar de forte, ela não exige tanto preparo do praticante justamente por ser tão segura. Nela, a pessoa sente mais energia, mesmo silenciosa e totalmente recitativa, a oração do Pai Nosso utiliza também menções adicionais daquilo que representa a citação do Pai Nosso ao centro de energia. 

Meditação da Pérola Azul

Não aberta ao público, a Meditação da Pérola Azul está em um nível avançado com o propósito macro de focar na glândula pineal, que é apontada como a semente da consciência. 
Durante esta meditação, é exigido silêncio para praticar a constância da observação. Ela é uma ótima opção para aqueles que buscam encontrar respostas ou conscientizar-se a compreender determinada situação. A satisfação é alcançada na medida que ela trabalha o foco, exercitando a tensão continuada da glândula pineal, que promove leveza, clareza mental e, consequentemente, melhores respostas. 

Meditação dos Corações Gêmeos

Uma das mais populares, a Meditação dos Corações Gêmeos agrada bastante os praticantes que estão iniciando neste caminho. Durante a sessão, é trabalhada a questão da bondade amorosa que é entendida, inclusive, pela linha Mundfulness. É viável afirmar que esta meditação vai além da bondade, adentrando o ponto da compaixão. Esta evolução é permitida pela oração de São Francisco de Assis. 

Apesar de utilizar a oração de São Francisco, esta meditação não tem cunho religioso e não faz apologia a nenhum segmento. Em seu decorrer, fica claro o entendimento que as figuras que passaram pela Terra levam a conscientização da luz e da capacidade de transformação. A oração é utilizada como referência porque São Francisco de Assis citou a questão da compaixão e bondade amorosa, por meio da limpeza do sistema e energização do praticante. 

Esta meditação opera como um canal de bênçãos ao planeta porque pela energização do próprio sistema da pessoa, ela conquista ganhos pessoais muito grandes que refletem na Terra. É considerada uma oração de serviço humanitário bastante recomendada pelo criador da Pranaterapia, Mestre Choa Kok Sui, que orienta que ela seja feita diariamente, por gerar amorosa e rápida transformação pessoal e coletiva.

Yoga Arhática

Apesar de receber o nome Yoga, esse método também envolve meditações que são subdivididas em Meditação de Dhyana e de Kundalini. Ambas são avançadas e necessitam de pré-requisitos, isto é, um grande preparo para iniciar. A Meditação de Dhyana é semelhante a Meditação da Pérola Azul, mas em um nível bem mais avançado, digamos. Ela trabalha a limpeza da mente, para a partir de uma profunda purificação, trabalhar a sensibilidade, sutileza, refinando a percepção. É uma meditação muito longa, trabalhada como um mantra. 

A Meditação de Kundalini é uma potencialização da Oração do Pai Nosso que, consequentemente, impõe pré-requisitos maiores. Ao realizar essa meditação, o praticante terá uma circulação de energia maior pelos centros do corpo, promovendo uma respiração interna. Em vista disso, ele necessitará de uma preparação do corpo físico para suportar uma qualidade de energia forte e maior. 
Meditação em sentido amplo

É importante ressaltar para quem deseja iniciar na meditação que ela fertilizará aquilo que a pessoa tem, portanto, qualquer meditação, independente da quantidade de tempo e dos pré-requisitos, gerará uma energização, um combustível naquilo que o praticante já é. Deste modo, ela trará à tona com mais intensidade aspectos positivos e negativos do praticante para que, a partir disso, ele possa se conscientizar e fazer novas escolhas. 

O desejo de tornar a meditação um hábito é possível por intermédio da persistência. É importante que toda e qualquer pessoa que deseja aderir ao processo de meditação esteja disposto a adequá-la a sua realidade, encontrando uma maneira de prática agradável e satisfatória dentro do seu estilo de vida. Somente será possível tornar-se um hábito quando existe uma constância, porque não é possível criar um novo hábito realizando apenas uma vez por mês.  

A pessoa deve ter claro o porquê da importância de criar esse hábito, de forma bastante lúcida para que não desista na primeira dificuldade. É importante ressaltar que a meditação ligada a um grupo engajado com essa prática, promove uma grande transformação em hábito. Portanto, a maioria das instituições, que trabalham com a meditação, fomenta a cultura do grupo neste processo, para que nesse encontro entre pessoas de valores e experiências parecidas, o praticante esteja dedicado a consolidação deste hábito, o nutrindo da forma correta. Não perseverar na manutenção do hábito, faz com que ele deixe de ser um hábito. E quando isso ocorre com uma pessoa do grupo, o seu reengajamento é mais fácil porque há uma coletividade de pessoas que você admira, que continuam naquele hábito.

* Elen Lisboa Rodrigues Bellandi é coach pela Erickson College e pela Integrated Coaching Institute (ICI), ambas credenciadas pela International Coaching Federation (ICF). Cursou com os professores de Harvard Robert Kegan e Lisa Laskow Lahey, na infraestrutura da Universidade, formação em Imunidade à Mudança individual e em times e equipes pela empresa Minds at Work.

 

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